Foto aérea mostra manchas azuis causadas pelo derramamento de óleo diesel. (Foto: Governo do Acre/Divulgação)
Um relatório divulgado nesta terça-feira (20) pelo Governo do
Acre aponta que embarcação responsável pelo derramamento
de óleo diesel no Rio Purus não tinha licença para
transportar o combustível. O documento também informa que os
galões de óleo estavam mal presos sobre o barco, e não foram
tampados devidamente.
O número de litros derramados – antes divulgado
como entre 25 e 28 mil – foi corrigido para 25 mil, alojados na
embarcação em dois cilindros, um de 20 e outro de 5 mil litros.
O acidente ocorreu na última sexta-feira (16), em
local próximo à cidade de Santa Rosa do Purus, na divisa com o
Peru. Segundo o relatório, as manchas de óleo já estão próximas
à cidade de Manoel Urbano, mais de 300 quilômetros rio abaixo.
Os trechos mais afetados são o local do derramamento e os
arredores da cidade vizinha.
O governo do Acre informa ainda que a falta de
licença resultará em multas pelo transporte irregular e pelos
danos causados pela acidente. A empresa que transportava o
combustível era contratada pela Eletroacre (controlada pelo
governo federal), responsável por fornecer óleo diesel para a
empresa Guascor, que gera energia elétrica em Santa Rita do Purus.
O Globo Amazônia entrou em contato com a Eletroacre, que anunciou, por meio de sua assessoria de imprensa, a criação de uma comissão interna para apurar as causas do acidente. A empresa acrescentou que não se pronunciará sobre o caso antes que se chegue a alguma conclusão.
A empresa Guascor, por meio de nota, informa que não é
responsável pelo transporte do combustível. "A Guascor do
Brasil não é proprietária ou locatária de qualquer embarcação, e
não realizou nem contratou ou possui qualquer responsabilidade
sobre o serviço de transporte de óleo diesel."
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