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21/01/09 - 20h52 - Atualizado em 21/01/09 - 22h27

Assentamento em MT tem comércio ilegal de terras e exploração madeireira

Lotes do Incra são vendidos e casas de assentados estão abandonadas.
Caminhões de madeira sem documentação circulam pela área.

Do Globo Amazônia, com informações do Jornal Nacional

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Em um assentamento de reforma agrária no muncípio de Itanhangá (MT), as casas de madeira onde deveriam morar os assentados estão abandonadas e os marcos do Incra que delimitam os lotes quase desaparecem em meio às plantações de soja. A área foi dividida em grandes fazendas.

O comércio irregular de terra públicas continua até hoje. Com uma câmera escondida, a equipe do Jornal Nacional registrou como um vendedor negocia os lotes do assentamento. Além de vender terras, ele ainda 

toma conta de um lote que já foi vendido: “É do Serginho Tabajara, é o vereador da cidade. Ele comprou faz pouco tempo (...)de grileiro."

 

Consultado, o vereador afirma que é um dos primeiros assentados do local e que nunca negociou a terra.

 

Visite o site do Jornal Nacional

 

Exploração madeireira

 

O comércio de lotes não é a única ilegalidade no assentamento, pois a área também está sendo usada para exploração madeireira. A equipe de reportagem flagrou caminhões com toras sem qualquer documentação de origem.

Dezoito serrarias são autorizadas a funcionar na sede do município, que tem o mesmo nome do assentamento. Seis delas estão impedidas de vender madeira.

Os assentados que resistem na área se dizem ameaçados. “Três anos atrás, era tudo mata nativa. Aí tiraram madeira, comercializaram, venderam as toras, as madeiras, tocaram fogo. Já me disseram pra mim ficar quieto, se não eles iam me matar”, conta um morador.

O procurador Mário Lúcio Avelar diz que vai investigar as denúncias da venda de lotes: "Esses fatos configuram crimes, crime de estelionato, crime de invasão de terras públicas e são fatos graves que depôem contra a reforma agrária no país".

 

O Incra de Mato Grosso diz que está analisando quem ocupa os lotes do assentamento, mas admite que o comércio ilegal de terras de reforma agrária é um problema crônico.

 

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