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Ao comentar a queda no desmatamento da Amazônia detectada pela
ONG Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) [leia
reportagem], o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, além
de relacionar os números às ações do governo e à crise
econômica, anunciou uma série de medidas para reduzir ainda mais
a destruição da maior floresta tropical do mundo 2009.
O ministro, segundo nota do Ministério do Meio
Ambiente (MMA), destacou a importância de se criar uma agenda
econômica para a Amazônia, oferecendo alternativas de ocupação
às pessoas envolvidas no processo de desmatamento. Foi anunciada
uma parceria entre o MMA e os Ministérios do Trabalho e da
Previdência Social. A idéia, segundo o ministério, é criar um
seguro-desemprego temporário, que seria pago com recursos
oriundos dos leilões de bens apreendidos como madeira extraída
ilegalmente e o “boi-pirata”.
A intenção é evitar que os desempregados possam
desmatar pequenas áreas em decorrência da falta de trabalho. A
alternativa, segundo Minc, vai ajudar a evitar futuras ações
predatórias. Minc ressaltou que as ações do Plano Amazônia
Sustentável (PAS) e do Fundo Amazônia também vão ajudar a criar
mais empregos sustentáveis.
Ainda entre as ações anunciadas pelo ministro,
segundo nota de sua pasta, está a fiscalização focadas em áreas
menores (entre 25 e 50 hectares), em contraponto a polígonos
maiores - entre 100 e 200 hectares- que, por serem mais
facilmente identificados por satélite, foram melhor
fiscalizados.
Minc disse ainda que serão criados mais seis
pontos de fiscalização em rodovias, para controle e apreensão de
madeira ilegal, além do uso de novos satélites e uma integração
maior entre o Plano Amazônia Sustentável, Fundo Amazônia e
Operação Arco Verde. O ministro disse ainda que pretende apoiar
a intensificação do manejo florestal correto para a extração de
madeira legal, além de ampliar o trabalho de inteligência na região.

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