Onça flagrada por câmera instalada em reserva no Equador. (Foto: Santiago Espinosa)
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Usando câmeras fotográficas com sensores de presença instaladas em diferentes pontos da selva amazônica equatoriana, o pesquisador Santiago Espinosa conseguiu fotografar 75 onças-pintadas e demonstrar que a presença humana faz diminuir a incidência do maior felino do continente.
Espinosa instalou as máquinas no Parque Nacional Yasuni e na Reserva Étnica Yasuni que, somados, têm 16.800 km² (aproximadamente 11 vezes o tamanho do município de São Paulo). Os 75 espécimes fotografados durante o censo foram identificados pelo padrão das manchas na pelagem.
As queixadas flagradas na selva equatoriana são presas naturais da onça. (Foto: Santiago Espinosa)
O número de animais fotografados em cada ponto mostra que a proximidade de estradas ou núcleos urbanos diminui a presença das onças. Em um ponto remoto da floresta estudado por Espinosa, ele identificou cinco vezes mais onças-pintadas que em locais com maior população humana.
Primo da raposa, este cachorro-do-mato considerado raro também caiu na 'armadilha fotográfica'. (Foto: Santiago Espinosa)
Segundo informações divulgadas pela Wildlife Conservation
Society, umas das instituições financiadoras do cientista, a
presença humana diminui a incidência do felino porque, além de
ser alvo direto de caçadores, suas presas naturais, como o
porco-do- mato, são também caçadas pelo homem, o que diminui as
fontes de alimento do predador.
Além das onças, as câmeras do cientista
equatoriano flagraram outros animais, como um bando de porcos
selvagens e uma rara espécie de cachorro-do-mato.

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