Na reserva amazonense de Abufari, desde que as tartarugas descem dos pequenos igapós para colocar seus ovos até o momento do nascimento dos filhotes, fiscais do Instituto Chico Mendes (ICMBio) acompanham dia e noite a trajetória dos animais. Nesta temporada de trabalho, que começou em julho do ano passado e termina neste mês, foram registrados 381 mil nascimentos de tartarugas – 49 mil a mais que os 332 mil verificados na temporada passada.
Nascimento de 381 mil tartarugas é recorde para a reserva. (Foto: ICMBio/Divulgação)
A “maternidade” de tartarugas faz parte da operação
Pró-Quelônios, que além de acompanhar o nascimento dos répteis
também fiscaliza a caça. Em Abufari, desde julho já foram
aplicados mais de R$ 1,5 milhão em multas e libertadas mais de
800 tartarugas.
“O último filhote saiu do ninho em três de
dezembro. Desde então, o trabalho ficou voltado para a
fiscalização nos rios, pois durante as festas de final de ano é
que ocorrem a maior procura pelos quelônios, que é o uns dos
pratos principais nas ceias do interior do Amazonas”, explica
Fernando Weber, chefe da reserva de Abufari.
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