A conclusão do macrozoneamento da Amazônia Legal deve sair ainda
este ano, disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, nesta
quinta-feira (5), segundo informacões da Agência Brasil. Minc
apontou que mesmo os empresários agrícolas têm cobrado do
governo regras claras para a região.
Minc disse que, uma vez traçada a "fronteira
de legalidade", será possível saber quem vai receber
crédito, apoio técnico e estímulo para produzir na região. Quem
insistir em permanecer à margem da lei, segundo o ministro, será
contido pela "mão pesada" da Polícia Federal, do Ibama
e do Exército.
Para o ministro, a estratégia de efetivar o
zoneamento econômico e ecológico para cada um dos nove estados
que compõem a Amazônia Legal possibilita que a preservação não
aconteça apenas "com polícia", mas com um ordenamento
do desenvolvimento.
Os zoneamentos determinam, exemplificou Minc,
áreas que devem ser protegidas, áreas degradadas e que devem ser
recuperadas ou áreas propensas a alguma atividade industrial.
Como informa ainda a Agência Brasil, Minc
classificou a região cortada pela rodovia BR-163
(Cuiabá-Santarém) como "desastre ecológico" e
"desgraça", e ressaltou que todas as medidas adotadas
para a futura recuperação da BR-319 (Porto Velho – Manaus) foram
pensadas de maneira que a devastação não tome conta do local
como ocorreu com a primeira.

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