Vista aérea do desmatamento que causou multa ao consórcio Enersus.
O desmatamento de uma área de 18,7 hectares às margens do Rio
Madeira causou uma multa de R$ 475 mil ao Consórcio Energia
Sustentável do Brasil (Enersus), responsável pela construção da
usina de Jirau, em Rondônia.
De acordo com nota publicada pelo Ibama, que
aplicou a autuação, as empresas do consórcio não tinham licença
para remover a floresta nativa, que estava localizada em área de
preservação permanente – local próximo à beira de rios,
nascentes ou topo de montanhas. "A licença parcial que eles
têm permitia apenas o desmatamento de vias de acesso e do
canteiro pioneiro (primeiro local para depositar material e
equipamentos para a obra da usina)", explica César
Guimarães, superintendente do Ibama no estado.
Segundo o instituto, a área desmatada, que equivale a 18 campos
de futebol, serviria para a construção de um canteiro industrial
(aquele que serve para preparar o material que será usado
durante toda a obra). O local foi embargado, e as empresas ainda
podem recorrer. "Eles quiseram adiantar o serviço, mas sem
a devida licença", avalia Guimarães.
O Enersus informou ao Globo
Amazônia, por meio de sua assessoria de imprensa, que
está avaliando o problema e se pronunciará sobre o caso em breve.
Licença polêmica
A autorização concedida pelo Ibama ao início das obras de Jirau é alvo de críticas de ambientalistas. Após vencer o leilão para a contrução da hidrelétrica, o Enersus mudou em nove quilômetros o local da previsto para a barragem. Em novembro, o Ibama expediu uma licença provisória, que permitiu a instalação do canteiro de obras, mas que não contempla todas as etapas da construção.

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